sábado, 1 de dezembro de 2007

Zé Bom Cabelo II

Zé Bom Cabelo dizia que o pior e a maior maldade que acontece com o homem é quando ele se envolve com mulher casada. O mais gostoso é transar com uma mulher filé e poder contar para os amigos o que esta acontecendo. Nesses casos, infelizmente, você não pode comentar isto, pois se você tem um amigo e conta para ele o envolvimento, este sempre tem outro amigo, que não é seu amigo. Aí você já viu, logo todo mundo fica sabendo e aí o perigo está solto.

Zé Bom Cabelo

Conversando certa vez com o saudoso Zé Bom Cabelo, sobre assunto de jogo de baralho, que, aliás, é um meu fraco, ele me disse: Marco, quando você quiser jogar baralho, não vá com o pensamento de aumentar o seu capital, pois isto é o maior azar que dá. Certa vez eu ia passar uns dias de férias no Rio de Janeiro e já estava tudo programado, com o dinheiro no bolso e resolvi ir ao bar do Tão, onde havia um jogo do Otávio Chaves e fazer o aumento do meu capital, principalmente para garantir o pagamento das passagens e uns goles a mais. Meu amigo, nos finalmentes, perdi foi o passeio para o Rio de Janeiro, pois em vez de aumentar o capital, perdi foi o que tinha e ainda perdi o recebimento do mês que ainda ia vencer, pois fiquei devendo ao Otávio.

Pedro Garíglio Filho

Disse-me o Pedrinho que, quando esteve em uma situação financeira meio ruim, foi quando ele era proprietário da usina de açucar JAPERI. Aconteceu uma passagem, que ele me relatou e por isto virou "causo". Após a venda da quota de produção de açúcar, antigamente ou não sei se até hoje ainda funciona assim, o valor que não era somente a usina, mas o que valia mesmo era a quota que a pessoa possuía de direito de fabricar açúcar, junto ao IAA (Instituto de Açúcar e do Álcool), acho que é isto mesmo. O Pedrinho, após receber o dinheiro proveniente da venda dessa sua quota, passou no comércio local, fazendo os devidos acertos de conta. Ao chegar ao posto de gasolina do saudoso Sr. Geraldo de Souza Lima, pai do JUNINHO e marido da Dona MARTA, no qual devia um valor meio alto, pois todo dia usava gasolina para toda a fazenda, fez o respectivo pagamento. O Sr. Geraldo, que era um gentleman, após o devido recebimento, agradeceu o pagamento e colocou o posto à disposição para compras a crédito para o Pedrinho. Este agradeceu a gentileza, mas disse: Geraldo todos os comerciantes que eu devia há muito tempo e os paguei, todos eles me disseram que se colocavam à disposição para outras compras, mas eu acho que os comerciantes se enganaram. Eles tinham mesmo é que me dizer: muito obrigado pelo pagamento, mas não volte mais para comprar fiado, pois nos temos vergonha!

Família Forense

Nos idos dos anos de 1980, quando ainda não havia a independência do Poder Judiciário, na falta de Juiz ou Promotor, respondiam pelos cargos o Juiz de Paz, que aqui em Raul Soares era o Sr. Rezende e o Adjunto do Promotor o Sr. Antonio Figueiredo. E éramos de fato uma família, pois um sempre ajudávamos uns aos outros, o respeito era mutuo. O conhecimento jurídico era pequeno, mas, com simplicidade, um ouvia sempre o outro e havia uma grande honestidade para não prejudicar a ninguém como também não sermos prejudicados. Havia também o lado cômico e neste aconteceu um comigo. Combinado com o saudoso Chico Felismino, resolvi fazer uma brincadeira com o Sr. Rezende, que também era um grande brincalhão. Expedi, então, um Mandado de Prisão em que figurava como réu o Sr. Rezende. Mas para expedir o mandado teria que ter a assinatura do Juiz e assim foi feito, levei o mandado para o Sr. Rezende e ele, em confiança, assinou o mandado sem ler. Aí, então, só entreguei ao Oficial Felismino, que em cumprimento imediato fez o dever legal e foi até o Sr. Rezende e deu a vóz de prisão. Ele levou o maior susto, mas viu que havia por traz disto tudo o meu lado brincalhão e se fez de vítima, dizendo que era inocente. Alegou que a sua prisão somente seria efetuada se ele não pagasse umas cervejas para nós funcionários, no bar ao lado, que se eu não me engano era do Wantuil "CORINGA". Esse bar, que para mim e também para uns outros mais - não eram todos os funcionários - o conheciam com o “quarto Ofício”. Disse também que ele, réu, estava pronto a efetuar o pagamento da cervejada, sendo com isto o mandado devolvido ao Cartório com o cumprimento legal. Êta, era bom demais! Como sinto saudades da FAMÍLIA FORENSE, apesar de não ter nada reclamar do Poder Judiciário hoje, pois sabemos que o número de processos é totalmente superior ao dos anos passados, e as leis, após a constituição de 1988, quando houve a Oficialização e Independência do Poder Judiciário, mudaram e são mais rígidas, tanto para o cumprimento dos deveres dos funcionários, como mais rígidos os cumprimentos dos prazos legais. E com a criação da Justiça Especial o lado pega. Mas para mim eu ainda continuo lá. Se alguém não aceita, apesar de não acreditar, ainda me considero da FAMÍLIA FORENSE, com muito orgulho e sempre defendo o PODER JUDICIÁRIO.

Cory Chaves

Tinha um orgulho danado de ser do jeito que era, e quem conhecia o Cory de perto sabia que ele era até enjoado no cumprimento de seu dever. Mas era o seu modo de agir e brigava, ou melhor, não gostava de aceitar registros de crianças com nomes de artistas, principalmente estrangeiros. Dizia que as mães, que geralmente é quem levava o menino ou menina para registrar, não sabiam nem escrever nem o nome direito. Tinha também o orgulho de que, quando casamento era na Igreja Católica, somente fazia o andamento dos papeis, quando o casal já passava pelo Cartório de Registro. E sempre dizia: sem o carimbinho do Cory nada tinha de casamento no Religioso, isto era o orgulho do Cory.
Um dia, uma pessoa, peço desculpas por não declinar o nome, me convidou para o seu casamento e eu que sabia que o mesmo já havia sido casado na cidade de Juiz de Fora. Eu até, no dia do meu primeiro casamento, eu perguntei a ele: fulano como você vai se casar? Se você não havia divorciado, como é que vai se casar de novo? Como eu conhecia o assunto, ele então me disse que ia se casar somente na Igreja, pois no seu primeiro casamento havia se casado no Civil. Então eu lhe indaguei: mas para se casar na Igreja, você teria que arrumar os papéis lá no Cory. Então ele me disse que havia ido em Mariana e ele explicado sua situação, e tendo feito um pagamento extra, autorizaram o Padre daqui de Raul Soares a fazer o casamento. Achei meio estranho, mas o casamento foi realizado.
Como sempre, isto antigamente, naquela época em que os goles falavam mais do que eu. Já meio chapado, resolvi provocar o Cory, ajudado pela liberdade que tinha com ele e tinha por ele uma admiração. Um homem como ele, ficar viúvo com sete (7) filhos, agüentar o dever e cumpri-lo, não é fácil. Somente deu azar de perder dois filhos prematuramente. Venceu, sendo os demais, apesar de outro ter falecido já com certa idade, orgulho de qualquer pai (isto não é puxa-saquismo não, viu?). Mas, voltando à vaca magra sobre o casamento, cheguei ao Forum e sempre sentávamos num banco de cimento que ficava ao lado da entrada. Passei a conversar sobre casamento e o Cory dizendo: sem o carimbinho do Cory não tem Casamento no Católico. Nisso, vem o noivo que havia me convidado e parou para convidar o Cory para o seu casamento, que também explicou o que havia falado comigo. Olhando para o Cory, fiquei até com medo dele passar mal, mas graças a DEUS nada aconteceu.
Não passou nem uma hora apareceu um casal, parece-me da roça, que vinha arrumar os papeis para o casamento, ele prontamente arrumou a documentação e marcaram o dia e, coitados, sem saberem do que havia acontecido, pediram o papel para apresentarem na Igreja. Levaram pelas caras, coitados, sem saberem de nada. Cory ainda mandou falar com o pessoal que arranja os documentos para se casarem, que a partir desta data ele não daria mais papel nenhum, E, por ouvir dizer que alguém ligou para o Cory, mas ouviu boas e umas dele, pois o que eu o conhecia deve ter desabafado e no meu entender com razão.
Cory pela amizade que tinha com meu pai entre eles a saudade é muita, mas sei que pelo que fizeram pela vida, tenho certeza que o GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO deve te-los recebido maravilhosamente.
Papai quando estava doente, pediu ao Cory que fosse enterrado com terno, camisa, gravata, meia e sapato e também que a sua catacumba fosse com 14 palmos. Cory indagou: compadre para que isto tudo, inclusive com o sapato? Aí papai respondeu: pois poderia chegar lá e ter um baile e como ele faria para participar do baile descalço. E, quanto aos 14 palmos, ele tinha mais ou menos quase uma certeza de que logo que ele morresse eu (Marco Pacheco) com a bebeção que eu estava nela, já já eu também iria e assim eu ficaria por cima dele, mas longe, para não encher o saco dele.. E assim foi feito com o falecimento do papai. Mas eu dei o bolo nele e espero ficar por aqui ainda um bom tempo, mas se eu tiver que ir, espero que ele me receba, juntamente com vários amigos que aí estão fazendo uma grande festa. SARAVÁ.

Douglimar ou Dagmar - Idônea

No bar do Dagmar proseavam Geraldinho Comodoro, Pedrinho Gabriel e Waldir Vieira, ex do Banco do Brasil, sobre o asfaltamento do estrada, que depois terminou, ligando Raul Soares com Rio Casca. Comodoro perguntou se a firma que iria asfaltar era uma firma boa, quando o Pedrinho Gabriel disse que ele teve conhecimento que a firma era idônea. O Comodoro, então, perguntou ao Pedrinho se ele sabia o nome da firma. Antes que o Pedrinho respondesse, entrou na conversa o Dagmar, como sempre falando besteira, respondendo ao Comodoro: ô burro, será que você é surdo! O Pedrinho já não lhe disse que o nome da firma era IDÔNEA!. Aí vocês já imaginaram o que deitou e rolou o Comodoro no Dagmar.

José Horta - Farmácia do Pedro Rocha

Reunidos outro dia conversando na farmácia do Sr. Pedro Rocha Gavão, entre outros o gerente José Horta, Jésus Prosó, Paschoal, Claulinho, Paulo do INPS, quando foi comentado pelo Jésus o problema que deveria ser resolvido o mais rápido possível. Era sobre a vinda, ou melhor, da chegada da TV DIGITAL, e pelos poucos anos de aproveitamento dos aparelhos antigos da TV. De imediato, o José Horta, com a sua sapiência, resolveu o problema da sua. Disse que não mudaria de aparelho, pois ele deu um duro danado para adquirir uma com controle remoto e agora não iria aceitar. Imagina, disse ele, de ter uma televisão que teria que levantar da poltrona toda vez que tiver que mudar de canal ou aumentar o volume e ter que usar o dedo para digitá-la? É Zé Horta da farmácia, só isto que faltava completar a sua sapiência. Dá-lhe CLAULINHO!